A estimulação precoce é uma das estratégias mais eficazes para promover o desenvolvimento de crianças que apresentam sinais iniciais de atraso ou risco de transtornos do neurodesenvolvimento, especialmente o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Quando conduzida com base no Modelo ESDM (Denver), essa abordagem ganha ainda mais força, por ser centrada na criança, nas interações sociais e no reforço positivo.

O Modelo Denver é uma intervenção precoce baseada em evidências científicas, desenvolvida especificamente para crianças com até 5 anos de idade diagnosticadas ou com suspeita de TEA. Ele combina princípios da Análise do Comportamento Aplicada (ABA) com práticas de desenvolvimento infantil e relações interpessoais. O foco está em promover o engajamento social, a comunicação funcional e o aprendizado por meio de brincadeiras estruturadas e momentos naturais do dia a dia.

Na prática, a estimulação precoce com o Modelo Denver respeita o nível atual da criança e propõe atividades que estimulam novas habilidades, sempre em um ambiente acolhedor e interativo. O envolvimento da família é essencial nesse processo. Os pais ou responsáveis são orientados para que as estratégias terapêuticas também estejam presentes em casa, criando um ambiente contínuo de estímulo.

Ao trabalhar com estimulação precoce, o objetivo é claro: intervir o quanto antes, quando o cérebro ainda apresenta alta plasticidade, aumentando as chances de evolução significativa na linguagem, na interação social, na cognição e no comportamento.

Com uma condução afetiva, individualizada e especializada, a estimulação precoce não apenas ajuda a criança a desenvolver habilidades fundamentais, mas também oferece suporte essencial para a família, promovendo maior confiança, entendimento e vínculo no processo de desenvolvimento.

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