As síndromes genéticas ou adquiridas podem afetar diferentes aspectos do desenvolvimento infantil, como a linguagem, a fala, a deglutição, o tônus muscular e a aprendizagem. Cada síndrome apresenta características próprias, e por isso o acompanhamento fonoaudiológico precisa ser individualizado e adaptado às necessidades específicas de cada criança.
Síndromes como a Síndrome de Down, Síndrome de Rett, Síndrome de Williams, entre outras, podem trazer desafios importantes na comunicação oral e na expressão de ideias. Algumas crianças apresentam atrasos globais no desenvolvimento, outras têm dificuldades motoras que afetam a articulação da fala ou a alimentação, e muitas têm um ritmo de aprendizagem diferente.
O papel do fonoaudiólogo é atuar desde os primeiros anos de vida, com estimulação precoce sempre que possível, criando um plano terapêutico que respeite o tempo da criança, mas que também estimule ao máximo suas capacidades. Trabalha-se com a ampliação do vocabulário, desenvolvimento da compreensão e expressão verbal, uso de recursos visuais e alternativos, além de suporte para a alimentação e deglutição, quando necessário.
Além do trabalho técnico, é fundamental um olhar humano, afetuoso e comprometido. A escuta ativa aos pais e cuidadores, a troca constante com a equipe multidisciplinar e o planejamento de metas realistas fazem toda a diferença na evolução dos pequenos.
Com o suporte adequado, muitas crianças com síndromes conseguem se comunicar melhor, conquistar mais autonomia e interagir com o mundo de maneira mais plena.