O Transtorno Motor de Fala é uma condição neurológica que afeta a capacidade da criança de coordenar os movimentos necessários para produzir a fala. Mesmo sabendo o que quer dizer e tendo boas habilidades cognitivas, a criança enfrenta dificuldade para articular as palavras corretamente, com clareza e fluidez. Esse transtorno pode se apresentar de diferentes formas, sendo as mais comuns a disartria e a apraxia de fala infantil.
Na disartria, há uma alteração no tônus muscular, que pode causar fala arrastada, voz fraca, imprecisão nos sons ou até dificuldade para controlar a respiração durante a fala. Já na apraxia, o problema está na programação dos movimentos — a criança sabe o que quer dizer, mas o cérebro não consegue organizar corretamente os comandos motores para que os sons saiam como deveriam.
É comum que os pais percebam que a criança fala pouco, tem fala ininteligível ou parece se esforçar bastante para formar palavras. Muitas vezes, o Transtorno Motor de Fala vem associado a outros diagnósticos, como paralisia cerebral ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas também pode surgir de forma isolada.
O tratamento é realizado com base em técnicas específicas de fonoaudiologia, voltadas à estimulação dos movimentos articulatórios e à repetição funcional das palavras e frases. Em muitos casos, utilizamos também recursos visuais e auditivos para facilitar a aprendizagem dos padrões de fala, além de estratégias alternativas de comunicação, quando necessário.
Com dedicação, paciência e o suporte de um profissional qualificado, é possível conquistar grandes avanços. O acompanhamento fonoaudiológico oferece à criança a oportunidade de desenvolver sua comunicação verbal e, com isso, fortalecer sua autonomia e qualidade de vida.